Injeção Intradérmica

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O que é a Injeção Intradérmica?

A injeção intradérmica é uma técnica de administração de medicamentos que consiste na aplicação de substâncias diretamente na camada superficial da pele, conhecida como derme. Essa via de administração é utilizada principalmente para a realização de testes cutâneos, como o teste tuberculínico, e para a aplicação de vacinas, como a BCG e a vacina contra a gripe.

Como é realizada a Injeção Intradérmica?

A injeção intradérmica é realizada utilizando-se uma seringa de insulina, que possui uma agulha fina e curta. Antes da aplicação, é necessário preparar o local de injeção, que geralmente é o antebraço. O profissional de saúde deve higienizar as mãos e o local de injeção com álcool 70% e, em seguida, realizar a assepsia com uma gaze embebida em álcool.

Após a preparação do local, o profissional deve segurar a seringa como se fosse uma caneta, com o polegar na parte superior e os dedos indicador e médio na parte inferior. A agulha deve ser inserida na pele em um ângulo de aproximadamente 15 graus, formando uma pequena elevação na pele conhecida como pápula. O medicamento é então injetado lentamente na derme, formando uma pequena bolha na superfície da pele.

Quais são os cuidados após a Injeção Intradérmica?

Após a aplicação da injeção intradérmica, é importante que o paciente não coce ou esfregue o local de injeção, pois isso pode causar irritação e até mesmo infecção. Além disso, é recomendado evitar a exposição solar direta no local de injeção por pelo menos 24 horas, a fim de prevenir reações adversas.

Em alguns casos, pode ocorrer o surgimento de uma pequena bolha no local da injeção, conhecida como vesícula. Essa reação é considerada normal e geralmente desaparece em poucos dias. No entanto, se a vesícula aumentar de tamanho, apresentar vermelhidão intensa ou secreção, é importante buscar orientação médica.

Quais são as vantagens da Injeção Intradérmica?

A injeção intradérmica apresenta algumas vantagens em relação a outras vias de administração de medicamentos. Uma das principais vantagens é a absorção mais lenta do medicamento, o que permite uma ação prolongada. Além disso, essa via de administração é menos dolorosa, pois a derme possui menos terminações nervosas em comparação com outras camadas da pele.

Outra vantagem da injeção intradérmica é a possibilidade de realizar testes cutâneos para diagnóstico de doenças, como a tuberculose. Esses testes são importantes para identificar a presença de determinadas substâncias no organismo e auxiliar no diagnóstico e tratamento adequado.

Quais são as indicações da Injeção Intradérmica?

A injeção intradérmica é indicada para diversas situações clínicas, como:

– Realização de testes cutâneos, como o teste tuberculínico;

– Administração de vacinas, como a BCG e a vacina contra a gripe;

– Realização de testes alérgicos;

– Administração de medicamentos específicos, como a insulina em casos de diabetes.

Quais são os possíveis efeitos colaterais da Injeção Intradérmica?

A injeção intradérmica geralmente é bem tolerada, porém, como qualquer procedimento invasivo, pode apresentar alguns efeitos colaterais. Os mais comuns são:

– Dor ou sensibilidade no local da injeção;

– Vermelhidão e inchaço no local da injeção;

– Coceira ou irritação no local da injeção;

– Formação de vesícula no local da injeção;

– Reações alérgicas, como urticária ou dificuldade respiratória.

Quais são as contraindicações da Injeção Intradérmica?

A injeção intradérmica é contraindicada em algumas situações, como:

– Infecção no local de injeção;

– Lesões de pele, como feridas abertas ou queimaduras;

– Hipersensibilidade conhecida aos componentes do medicamento a ser administrado;

– Distúrbios de coagulação sanguínea;

– Gravidez, a menos que seja estritamente necessário e sob orientação médica.

Quais são os cuidados que o profissional de saúde deve ter ao realizar a Injeção Intradérmica?

Ao realizar a injeção intradérmica, o profissional de saúde deve seguir alguns cuidados para garantir a segurança do paciente, como:

– Utilizar materiais estéreis, como seringas e agulhas descartáveis;

– Realizar a higienização das mãos e do local de injeção antes do procedimento;

– Verificar a validade e integridade do medicamento a ser administrado;

– Seguir as técnicas corretas de administração, como o ângulo de inserção e a velocidade de injeção;

– Orientar o paciente sobre os cuidados pós-injeção e possíveis reações adversas;

– Registrar o procedimento de forma adequada no prontuário do paciente.

Conclusão

A injeção intradérmica é uma técnica de administração de medicamentos que possui diversas indicações clínicas. Realizada de forma correta e seguindo os cuidados necessários, essa via de administração é segura e eficaz. No entanto, é importante que o procedimento seja realizado por um profissional de saúde capacitado, a fim de garantir a segurança e o bem-estar do paciente.

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